segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Documentário produzido na Unicamp destaca movimento “Democracia Corinthiana”, nos anos 80


Gabriel Barbieri
Do Jornalismo em Posts

Houve um tempo em que o futebol “tabelava” com a participação popular: era a década de 1980, quando o País se redemocratizava. Os craques de um dos maiores times de futebol do Brasil, o Corinthians, conseguiram implantar um modelo de gerenciamento inédito, batizado por eles de “Democracia Corinthiana”. O movimento teve vida curta, foi de 1981 a 1982, mas marcou a história do nosso futebol. O tema se tornou recentemente um documentário, produzido por dois alunos do curso de Midialogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). "Ser Campeão é Detalhe: Democracia Corinthiana" conta a história da maior revolução já feita em um clube de futebol no mundo.



Veja o trailer do curta:





A Democracia Corinthiana foi um movimento revolucionário que ocorreu entre 1981 e 82 (o Brasil estava sob ditadura militar e censura) após uma campanha pífia da equipe do Corinthians no Campeonato Paulista de 81. Vendo que precisava de uma mudança, os jogadores mais identificados com o clube, como Sócrates, Wladimir e Casagrande, ajudados pela presidência de Waldemar Pires, iniciaram uma revolução, onde todos votavam para decidir tudo que poderia acontecer com o Corinthians, tanto dentro quanto fora de campo.O voto de cada um possuía o mesmo valor. Em plena Ditadura Militar, o time do povo, com a maior torcida do país, começa a discutir política e por em debate o porquê de uma ditadura, utilizando o futebol, caracterizado pelo conservadorismo até os dias de hoje. E o mais interessante: esta Democracia Corinthiana acaba dando certo. O Corinthians chega ao título do Campeonato Paulista e às finais dos campeonato Brasileiro de 82 e 83.
A Democracia Corinthiana foi uma marco na história pois nada parecido foi visto no futebol mundial.







No dia 16/09, o Doutor Sócrates, craque do time corinthiano e capitão da seleção de 1982, foi um dos convidados para o debate sobre a Democracia Corinthiana na Casa do Lago da Unicamp. Ouça um trecho do debate:




Dentre outras coisas, “Magrão” comentou sobre sua saída do Botafogo de Ribeirão Preto para fazer parte do elenco corinthiano no início de 1981.








Doutor Sócrates, de azul, faz debate na Unicamp





Público atento às palavras do Doutor

36° Salão de Humor de Piracicaba vai até o dia 18

Por Marcela Pastor
Do Jornalismo em Posts


Acontece até o dia 18 de outubro, o 36° Salão Internacional de Humor de Piracicaba, no Armazém 14 do Engenho Central, agora oficialmente denominado “Barracão do Henfil”, em homenagem ao cartunista brasileiro.

A mostra, que é realizada pela Prefeitura de Piracicaba, pela Secretaria Municipal de Ação Cultural e pelo Centro Nacional de Humor, reúne ao todo, 330 desenhos escolhidos entre 1261 trabalhos, premiando um trabalho por categoria. Na premiação, participaram 7 jurados. Entre eles, a vice-presidente argentina geral da Federation of Cartoonists Organization (FECO), o cartunista iraniano Massoud Shojai Tabatabai e outros jurados brasileiros.
O Salão foi criado para descobrir novos talentos do humor gráfico e das histórias em quadrinhos, e é considerado um dos mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, da indústria editorial e das HQ’s. A mostra ganhou destaque internacional há 25 anos e possui um acervo de 290 trabalhos.

Premiados

Entre os ganhadores deste ano está Alberto Ribeiro Palmieri, chargista e designer gráfico de apenas 21 anos, estudante de desenho industrial e morador da cidade de Meridiano, interior de São Paulo. Alberto faturou o prêmio de charge que lhe rendeu o Troféu Zélio de Prata, e ainda o Grande Prêmio com o Troféu Zélio de Ouro, totalizando 9 mil reais. O trabalho que garantiu a Alberto o grande prêmio foi uma charge que retrata o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tapando a boca do famoso quadro “O Grito”, de Edvard Munch. “A ideia surgiu da indignação com a repressão à democracia e liberdade de expressão, no caso das eleições no Irã. Então busquei uma forma de transmitir este sentimento através do humor gráfico”, comenta Palmieri.

Este é o primeiro prêmio de Alberto, que começou a desenhar desde criança e já participou de outros salões. “Este ano consegui participar em Piracicaba, o que para mim já era motivo de festa, e ainda realizei o sonho das premiações, as quais nem imaginava receber neste início de carreira”, contou Palmieri.




Já o ituano Raimundo Rucke Santos Souza, de 38 anos é veterano, tendo recebido seu primeiro prêmio em um Salão em 1994. Rucke já foi premiado em pelo menos 30 Salões nacional e internacional. Dessa vez, faturou o prêmio na categoria Vanguarda, com uma sátira á Lula e Sarney. “Eu quis mostrar que o Lula e o Sarney (e os políticos em geral) são todos iguais”, explica Rucke. E complementa, “Pra mim foi uma grande honra vencer este ano com tanta gente boa disputando o prêmio.”





A mostra pode ser vista até o dia 18 de outubro, no Parque Engenho Central que fica na Avenida Maurice Allain, número 454. O horário de visitação vai de segunda-feira a domingo, das 10h às 21h. Mais informações pelo site www.salaodehumordepiracicaba.com.br, ou pelo telefone (19) 3403-2620. A entrada é gratuita.


Charme Chulo mantém rock com viola no seu novo álbum, "Nova Onda Caipira"

Por Leandro Filippi
Do Jornalismo em Posts


São poucas as bandas que podemos descrever, com segurança, com o adjetivo “original”. Sair do comum, inovar, é um trabalho que exige uma criatividade acima da média, uma vontade de fugir do que já foi feito. No primeiro álbum o Charme Chulo conseguiu tudo isso, e, agora, com o recém lançado "Nova Onda Caipira", a banda confirma sua autenticidade.

Imagine algo aparentemente pouco provável: um rock onde o instumento que o norteia é uma viola. É assim que o Charme Chulo surpreende aqueles que ouvem suas músicas pela primeira vez, fazendo um rock dançante em que um instrumento que só é imaginado na música caipira ganha força e uma sonoridade pouco comum.

Charme Chulo é Leandro Delmonico (viola caipira e guitarra), Igor Filus (vocal), Rony Jimenez (bateria) e Marano (baixo). O quarteto tocou em Campinas, no último dia 19. E mais: lançou seu novo cd, “Nova Onda Caipira”. Para ouvir, é só acessar o MySpace do Charme Chulo.

O novo álbum teve participação na produção de Alexei Leão. Carlos Eduardo Miranda, que já produziu bandas como Cansei de Ser Sexy e Cordel do Fogo Encantado também contribuiu, possibilitando a gravação de parte do novo disco do Charme Chulo na Toca do Bandido, um dos estúdios mais requisitados entre as bandas de rock do país.

Confira a entrevista, respondida por Leandro e Igor.

Como surgiu a ideia de fazer rock com uma inserção tão presente de viola?

Leandro: O Igor tocava comigo numa banda de garagem (literalmente). Na época tínhamos influencia de punk e pós punk, algo que não nos abandonou até hoje, só que chegou o dia em que decidimos levar mais a sério o nosso som, a nossa intenção era fazer algo o mais real e próximo da gente possível, para poder evoluir e construir uma carreira. Nós somos do Paraná e percebemos que assim como São Paulo ou Minas gerais a presença da música caipira/sertaneja é muito forte, logo passamos a olhar mais para isso. A partir daí descobrimos a genialidade de Tião Carreiro, a versatilidade de Almir Sater e porque não, o brega de Leandro & Leonardo. Misturamos isso com The Clash, The Smiths e R.E.M e deu no começo da banda.

Uma das banda que é usada para descrever o som do Charme Chulo, é o The Smiths. Mas, afinal, quais são os artistas que inspiram a banda a fazer um trabalho tão original?

Leandro: No começo o The Smiths era forte, mas isso na época do nosso EP, na verdade o lado pós-punk da banda tem muito a ver com as letras, lembro que o Igor falava que o principal sentido dele estar numa banda era poder se expressar nas letras. Diria que a música caipira é o centro das coisas, no resto somos uma banda de influencias variadas, o Rony gosta muito de Rockabilly e Folk, por exemplo, eu sempre curti anos 80 e bandas atuais como: The Killers e The Thrills, já o Igor vai de Ramones a Sinead o`Connor , apesar disso temos algo forte em comum que e a paixão por uma música catártica, sincera e emotiva.

Rock e música caipira são estilos que tem uma relação quase conflitante. Em geral, fãs do rock torcem o nariz pra moda de viola e o contrário também é verdadeiro. Quando vocês nem tinham gravado as primeiras músicas ainda, e falavam sobre a ideia musical do Charme Chulo, qual era a reação das pessoas? E entre vocês, depois de compor as primeiras músicas, a sensação era de que aquilo podia dar certo mesmo ou foi uma grande aposta?

Leandro: Quando descobrimos a possibilidade de misturar os dois gêneros ficamos muito contentes, tanto que nem pensamos direito no que as pessoas iriam achar. O fato é que achávamos aquilo real, o grande lance era chocar ao contrario, mostrando da onde realmente veio tudo, depois de um tempo comecei a pensar que a música caipira é o nosso folk e que deveríamos nos orgulhar disso como os americanos roqueiros se orgulham de Bob Dylan e Johnny Cash, acontece que a elite acha a música de raiz constrangedora, dificilmente vemos um artista como o Tinoco sendo homenageado num premio Multishow da vida.

Quando fizemos as primeiras músicas a sensação era de que estávamos no caminho certo, aprendemos muitas coisas com o passar do tempo mas estamos ai, no segundo disco oficial da banda.

Qual foi a primeira música da banda, que abriu o caminho pro “rock caipira”?

Leandro: O Igor compôs no violão “Polaca Azeda”, a música que a gente mais gravou na vida e uma das preferidas do público. A vontade era fazer um pagode de viola, ela tem uma introdução clássica mas no final das contas virou uma música pop de bateria country e alguns elementos caipiras, mas aquilo era o começo. Hoje temos no segundo disco uma música chamada “Brasil Sacanagem”, ela demonstra uma evolução do que queríamos fazer lá começo, mesmo sendo uma canção simples.

Como tem sido o lançamento do “Nova Onda Caipira”?

Leandro: Nova onda caipira vem sendo lançado aos poucos, fizemos algumas cópias especiais para a imprensa e colocamos o disco inteiro (de 11 faixas) para ouvir no myspace da banda, nosso show de Campinas já pode ser considerado “show de lançamento” o problema é que as primeiras 1000 copias deram uma pequena atrasada e só devem chegar no começo de outubro, esse foi o principal motivo da gente colocar tudo na net para ouvir, resumindo o lançamento está acontecendo nesse exato momento.

A primeira faixa que vocês liberaram do novo álbum, “Fala comigo, Barnabé!”, caberia perfeitamente no primeiro cd da banda. O que os fãs podem esperar do novo trabalho? Vai seguir a mesma linha do anterior?

Leandro: “Nova onda caipira” é um disco mais resolvido, nele conseguimos expressar melhor a mistura que a banda faz, “Fala comigo Barnabé!” é o lado Pop do disco, só que a primeira faixa é uma moda de viola por exemplo, usei mais violão no disco, o que deixou tudo mais homogêneo, apesar disso o CD não chega a chocar, é o mesmo Charme Chulo com o caipira mais aflorado.

Como é o processo de criação do Charme Chulo? Vocês compõem as letras primeiro? Começam uma nova faixa a partir de uma inspiração? Como funciona?

Igor: As músicas do Charme Chulo surgem muito a partir de imagens, de títulos e de temas ou assuntos que combinam com o universo artístico e estético da banda. Geralmente o Leandro compõe uma harmonia ou um rife, seja na viola ou na guitarra, daí desenvolvemos um pouco o instrumental com a banda, já aparecendo mais a cara da música, e em cima disso, por fim, crio a melodia e a letra. Em outros casos eu ou o Leandro fazemos músicas e letras inteiras sozinhos, mas como o universo do Charme Chulo é bem definido, nós dois assinamos a autoria de todas as músicas juntos.

Os integrantes do Charme Chulo tem alguma atividade ligada à música, fora a banda?

Igor: Eu e o Leandro produzimos e tocamos apenas no Charme Chulo desde de o início de nossas carreiras musicais, apenas o Rony, baterista, toca em outras duas bandas de punk rock estilo 1977, chamadas Subproduto e UTI.

Indiquem algumas bandas independentes brasileiras que vocês gostam.

Fast Food Brasil (Sorocaba), Os Pamonheiros (Piracicaba, outra banda da cena do rock caipira) e Dimitri Pellz (Campo Grande).

CONFIRA UM TRECHO DA APRESENTAÇÃO QUE O CHARME CHULO FEZ EM CAMPINAS


Um olhar da violência doméstica: Hoje não apenas física, mas intrínseca

Bruna Grippo
Jornalismo em Posts


A violência doméstica é um problema de saúde pública. A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, uma entidade que recebe apoio da Fundação Ford, apresentou no último mês de setembro dados que soam alarmantes. Segundo o documento publicado no site da instituição, no Brasil cerca de 6,8 milhões de mulheres já foram espancadas pelo menos uma vez. Ainda segundo esse documento, "as vítimas de violência, em geral, convivem com o isolamento social e o silêncio; nessas condições, as mulheres se isolam e emudecem. Levam anos para buscar ajuda". Embora o comportamento das mulheres tenha mudado e hoje ela já peça ajuda ao poder público e a entidades de combate à violência doméstica, essa problemática ainda está longe de ser superada. Para Cristina, um dos motivos é a ausência de programas voltados para o atendimento ao agressor. "Muitas vezes a mulher vítima da violência consegue se separar, mas o ex-marido fica por ali, rondando, por perto. Existe um vazio nas políticas públicas voltadas para o agressor.

Mudança Comportamental da Mentalidade

Um dos grandes méritos da Lei Maria da Penha foi trazer o desafio de mudar uma mentalidade e reconhecer a histórica desigualdade entre homens e mulheres. Foi o que pregou a promotora de Justiça Sumaya Saady Morhy Pereira, que atua na Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém (PA). Em sua palestra, a Promotora frisou que Promotores de Justiça têm um papel importante para o estado brasileiro na implantação da Lei. "O Ministério Público tem grande responsabilidade na implementação e efetivação da Lei Maria da Penha", disse.
A Promotora de Justiça fez uma evolução histórica das leis de proteção aos direitos das mulheres até os dias atuais. Segundo ela, foi preciso que a OEA recomendasse ao Brasil que cumprisse a Convenção Interamericana de Belém, para que surgisse uma lei punindo as agressões contra as mulheres. A Convenção é um tratado internacional que foi adotado em 1994, durante a Assembleia Geral da OEA, em Belém (PA). Ele foi ratificado por 32 países membros da OEA e influenciou a criação da Lei Maria da Penha. A Promotora de Justiça reforçou, ainda, que a violência nas relações privadas deve ser considerada como "infração aos direitos humanos".

Saiba mais:

Programa de Atenção, Prevenção e Atendimento de Adolescentes e Mulheres Vítimas da Violência Doméstica: Departamento de Psicologia Social e Escolar, da UFPA. Informações pelo telefone (91) 211-1448

Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos http://www.redesaude.org.br/

Assista agora um vídeo sobre a violência doméstica em nosso País.
www.youtube.com/watch?v=411r2unGENU

Bulas terão novo formato e duas versões diferentes

Por Aline Borges

Do Jornalismo em Posts

Agora os consumidores brasileiros vão contar com uma nova e mais prática versão para as bulas de remédios.
No dia 09 de setembro de 2009, foi publicada no Diário Oficial da União uma nova resolução da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (ANVISA), determinando que todos os medicamentos tenham duas versões da bula, uma para o paciente e outra para o profissional da saúde, que o tamanho da letra das bulas aumente e obriga que os laboratórios ofereçam modelos para deficientes visuais.
Segundo a ANVISA, a reformulação foi feita para que o cidadão tenha acesso adequado às informações sobre os medicamentos, que também trace uma regra única para todos os medicamentos e que permita a acessibilidade de informações do medicamento através das bulas para as pessoas portadoras de deficiência visual.
A nova versão das bulas para o paciente será mais didática num esquema de perguntas e respostas, explicando a função terapêutica do medicamento, quando não deve ser usado e o que fazer em caso de super dosagem. Ela ainda deverá conter o alerta para atletas quanto à potencialidade em causar doping e expor de forma mais clara a idade mínima para o seu uso. O novo formato deve conter apenas informações sobre a apresentação do medicamento que acompanham, em normas anteriores não havia regra para separação de xaropes, pomadas, comprimidos, etc.
A farmacêutica Paula Pereira da Silva diz que muitos pacientes reclamam do tamanho da letra e que não entendem a linguagem das bulas por terem uma linguagem técnica. A consumidora Maria Alice de Almeida também considera a decisão da ANVISA positiva e diz que com o novo formato será mais fácil de entender o seu medicamento.
Os pacientes com deficiência visual poderão solicitar ao laboratório a bula em formato especial, oferecida em meio magnético, óptico ou eletrônico, em formato digital ou áudio, impressas em Braille ou com fonte ampliada. Os fabricantes terão dez dias após a solicitação para enviá-las gratuitamente. O usuário deverá solicitar a bula especial por meio do SAC do laboratório farmacêutico, diz Augusta Escarpini gerente de vendas da Bayer.
Os fabricantes terão 180 dias, a partir do dia da promulgação da resolução, para enviar os novos modelos de bula para a ANVISA e, depois da aprovação, mais 90 dias para disponibilizar os medicamentos com as novas bulas.
Todos os medicamentos comercializados no Brasil terão que adequar suas bulas até o início de 2011.
As bulas também estarão disponíveis na internet, no bulário eletrônico da ANVISA.
Ouça o que a farmacêutica, Dra. Paula Pereira diz sobre a nova regra.

domingo, 4 de outubro de 2009

Campinas volta a ser destaque na música independente

Paulo Passini Junior

Do jornalismo em posts


Bandas, documentaristas e artistas plásticos ligados à música independente ganham espaço em Campinas de 1 a 11 de outubro, na quinta edição do festival Autorock. Com duração de onze dias, o projeto contará com apresentações em seis pontos diferentes da cidade - Bar do Zé, Livraria Cultura, Hammer Rock Bar, Casa São Jorge, Museu da Imagem e do Som (MIS) e Estação Cultura.

O Autorock, que teve a sua primeira edição em 2003, além das apresentações de bandas renomadas no undeground brasileiro e de novos grupos, tem como objetivo discutir, expor e apresentar o rock para toda a região de Campinas. Neste ano, os principais nomes do festival são os experientes Ratos de Porão (São Paulo), Garage Fuzz (Santos), Cólera (São Paulo) e Muzzarelas (Campinas), além de novas bandas da região, como Radiare (Campinas) e Nuer (Campinas).

O festival, criado por uma iniciativa do Daniel Etê (foto abaixo), baixista da banda de punk-rock Muzzarelas, é um atrativo especial para os músicos de Campinas, que vêem no projeto uma chance de se inserirem no circuito de shows e assim conseguir uma base de fãs maior, aumentando a visibilidade do trabalho realizado musicalmente.


Escute a entrevista com Daniel Etê, organizador do Autorock:








Veja as entrevistas com Hector Vega, da banda Trastrio, e Christian Camilo, do Instiga:


Além das bandas, outras atrações como o documentário “Re: Board”, projeto do artista, skatista e músico Alexandre Sesper Cruz (vocalista da banda Garage Fuzz), e a abertura da exposição “EMOÇÃO-TERROR", que contará com inúmeros trabalhos de artistas plásticos e desenhistas do cenário independente da região, integram o Autorock este ano.





O renascimento do rock independente de Campinas na década de 2000

Campinas já foi a capital do rock independente brasileiro por alguns dias - em dois anos seguidos -, com o festival Junta Tribo, realizado em 1993 e 1994, na Unicamp. Hoje, dezesseis anos depois, os esforços estão concentrados, periodicamente, em espaços como o Bar do Zé e o Hammer Rock Bar, e também em dois projetos: o já abordado festival Autorock, que completará a quinta edição neste ano, e o Rock 'n' Beats, projeto mensal que abre espaço para bandas e dj's de todo o Brasil, no Bar do Zé, em Barão Geraldo.

Enfraquecido desde o Junta Tribo, a música independente em Campinas parece recuperar o fôlego desde o início desta década. Além do Autorock, destaca-se o Rock 'n' Beats. Um dos organizadores, Christian Camilo, conta que o projeto abre espaço para bandas autorais e independentes de todo o Brasil mostrarem o seu trabalho. A iniciativa é focada na música independente feita por bandas e dj’s, e oferece a chance dos artistas divulgarem suas músicas no site oficial, twitter, orkut, youtube, myspace, blip.fm e facebook do projeto, além de, mensalmente, em uma festa que hoje é uma das maiores de toda a região, com públicos de mais de 400 pessoas em diversas edições.

Veja a entrevista com um dos produtores do Rock ‘n’ Beats:

Criado em outubro de 2008, o Rock 'n' Beats já trouxe alguns dos principais nomes do rock brasileiro da atualidade, como as bandas Charme Chulo (Curitiba), Bazar Pamplona (São Paulo), Instiga (Campinas), Mamma Cadela e Monique Maion (São Paulo), além do Copacabana Club (Curitiba), um fenônemo na internet, que concorreu na categoria revelação do Video Music Brasil (VMB), a premiação de clipes da MTV.

Hector Vega fala sobre o projeto Rock ‘n’ Beats:



VÍDEO ROCK 'N' BEATS: http://www.youtube.com/watch?v=69XkKASCZ3A

Provando que esta é uma década prolífica para as bandas campineiras, temos o sucesso recente de dois grupos. O Instiga foi o primeiro a experimentar o gosto do reconhecimento. Em novembro de 2007, a banda foi umas das pré-selecionadas para o concurso The Next Big Thing, promovido pela BBC, de Londres. Eles foram os únicos representantes da América Latina a chegarem nesta fase. Isso abriu as portas para shows em todo o Brasil. O grupo tem três álbuns lançados: Máquina Milenar (2005), Menino Canta Menina (2007) e Tenho Uma Banda (2008).

Mais recentemente, foi a vez da banda Venus Volts. No mês passado, a MTV Brasil selecionou uma canção do grupo para ser tema da série "Descolados", alavancando midiaticamente a banda campineira, que agora se prepara para a gravação do primeiro álbum.

- INSTIGA: http://www.youtube.com/watch?v=b3FcGzmDncQ

- VENUS VOLTS: http://www.youtube.com/watch?v=vkthaBQP7r4


O festival Junta Tribo e a história do rock underground na cidade

Nos anos 90, Campinas foi referência no rock alternativo brasileiro. O Junta Tribo, evento realizado na Unicamp em 93 e 94, revelou bandas como Raimundos (Brasília) e Planet Hemp (Rio de Janeiro) para o cenário musical e reuniu mais de 15 mil pessoas em cada edição. Tudo começou na faculdade de Engenharia Química da Unicamp. De baixo de uma lona de circo, no terreno do observatório da universidade, foi montado o palco do Junta Tribo, com diversas bandas de todo o país, contrariando previsões até mesmo de músicos escalados para tocar no evento.


Confira Daniel Etê falando sobre o Junta Tribo:

Download ARQUIVO 6 - DANIEL ETE_JUNTA TRIBO.wav from FileFactory.com

Mas antes mesmo do Junta Tribo, Campinas tinha uma vida noturna rockeira bem movimentada. Nomes de extintos bares como Soho, Ilustrada, Ozz, são hoje, apenas memória para um grupo de organizadores e freqüentadores da chamada "cena" underground da cidade.

Daniel Etê fala sobre a história do rock campineiro:

Download ARQUIVO 7 - DANIEL ETE_HISTÓRIA DO ROCK.wav from FileFactory.com

E diante de toda essa riqueza da história do rock alternativo campineiro, o jornalista e DJ Paulo Shetara vai lançar um documentário sobre as diversas fases do rock underground da cidade. A produção inicialmente foi idealizada para ser um trabalho de conclusão de curso, mas, diante da qualidade e quantidade de material encontrado sobre o assunto, o documentário vai ser publicado. Confira o áudio do DJ Shetara sobre “Uma breve história do rock em Campinas”, que tem previsão de lançamento para o mês de novembro deste ano.

Confira a entrevista com o DJ Shetara, fomentador da música independente em Campinas:

Download ARQUIVO 8 – DJ SHETARA.mp3 from FileFactory.com


Confira a programação completa do festival Autorock 2009

1 de outubro - O festival tem inicio com a exibição do documentário “Re: Board” e a abertura da exposição “Emoção-Terror”, no MIS (Museu de Imagem e Som), às 19 horas. Ainda na quinta-feira, às 22 horas, o Bar do Zé trás ao palco a banda Footstep.

2 de outubro - É a vez das bandas Maguerbes, de Americana, Biggs, de Sorocaba e Drákula, de Campinas, no Bar do Zé.

3 de outubro - O experiente Garage Fuzz, de Santos, toca, com a abertura da banda Alcoóis, de Campinas. O grupo de rock instrumental Trastrio, que consta na programação, não poderá se apresentar no dia 3, sendo assim o único desfalque do festival.

4 de outubro - No Hammer Rock Bar, domingo, tem apresentação da banda Muzzarelas, de Campinas, que vem com um repertório recheado de novidades, apresentando as músicas do novo disco “We Rock You Suck”. Junto deles, as bandas Fuzzfaces, Atomic Nachos, Labataria e Superdrive fecham o primeiro final de semana do festival.

6 de outubro - O festival volta com a apresentação do ”Vídeo-Valvulado”, uma seleção do melhores momentos do programa da Tv Unicamp, “Valvulado”, nos anos de 2002 a 2007.

7 de outubro - Apresentação do “Vídeo-Fugazi”, registro/documentário da apresentação da banda americana Fugazi na cidade de Campinas, no ano de 1997. Tudo isso no Museu de Imagem e Som, com inicio às 19 horas e entrada franca.

8 de outubro - Na Casa São Jorge, quem toca é a banda carioca Canastra, do baterista do Los Hermanos, Rodrigo Barba.

9 de outubro - O Hammer Rock Bar tem a apresentação da experiente banda Cólera, de São Paulo, que vem acompanhada das bandas Lobotomia (São Paulo), Lethal Charge e Adrede.

10 de outubro - O festival volta para o palco do Bar do Zé, onde as bandas Violentures e Lunettes, ambas de Campinas, se encontram com os Estudantes, do Rio de Janeiro.

Paralelo às apresentações que acontecem no Bar do Zé, os sábados do festival contará com shows na Livraria Cultura de Campinas, com as bandas Radiare (dia 3) e Nuer (dia 10). Essa duas apresentações também estão dentro da programação do festival e tem inicio às 19 horas e a entrada é gratuita.

Finalmente no domingo, dia 11 de outubro, ocorre a festa de encerramento do festival, na Estação Cultura, com a presença da banda Ratos de Porão, de São Paulo, que se junta aos grupos Ação Direta e Leptospirose.