segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Henfil é homenageado no 36° Salão de Humor










Thalita Gallucci
Do Jornalismo em Posts


O Salão Internacional de Humor de Piracicaba está no 36º ano de realização. Ele foi criado para incentivar a descoberta de novos talentos do humor gráfico e das histórias em quadrinhos, e hoje é considerado mundialmente a mais antiga e tradicional mostra desse gênero. Nas primeiras edições, os trabalhos que predominavam eram os que criticavam o regime militar vigente no país. Há 25 anos o Salão ganhou projeção nacional, por ser considerado um dos Salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, da indústria editorial e das HQ’s.

Na edição de 2009, com a reforma do principal Barracão no Armazém 41 do Engenho Central, onde a Mostra é realizada, houve a necessidade da colocação de um nome. Henfil foi o escolhido pela comissão e diretoria do Salão. Segundo Marcelo Basso, assessor de imprensa do Evento há mais de 10 anos, o artista, que foi cartunista, quadrinista, jornalista e escritor, teve participação direta com o Salão desde o começo. Inclusive, no ano de 1988 ocorreu o Prêmio Henfil, direcionado para todos os trabalhos que fazia algum tipo de menção à AIDS, causa da morte do artista naquele mesmo ano.

Henrique de Sousa Filho, mais conhecido como Henfil, foi um cartunista e jornalista brasileiro que passou a vida defendendo a democracia e o fim da Ditadura, atuando nos movimentos sociais e políticos do Brasil.

Natural de Ribeirão das Neves em Minas Gerais, mudou-se para o Rio em 1969, onde já colaborava com jornais e revistas como o Jornal dos Sports, a revista Realidade e a Placar. Também trabalhou no Jornal do Brasil e no jornal O Pasquim.

Entre seus personagens mais famosos está o Bode Orelana, a Graúna e Zeferino. Além disso, Henfil atuou na televisão, cinema e teatro. Também chegou a trabalhar na Rede Globo como redator.

Henfil era hemofílico e durante um tratamento de transfusão de sangue em um hospital público, contraiu o vírus da AIDS (HIV). Faleceu no dia 4 de janeiro de 1988, com apenas 43 anos por complicações da doença. Justamente quando seus trabalhos estavam aparecendo nas principais revistas brasileiras.

Assim como ele, seus dois irmãos Betinho e Chico Mário eram hemofílicos e também contraíram o vírus da AIDS em transfusão de sangue. Betinho, que era sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro, morreu em 1997, e Chico Mário em 1988, no mesmo ano que Henfil.

O Salão, não tem como regra realizar homenagens em todas as suas edições, mas sempre um artista de expressão e que tem importância e relação direta com a Mostra é lembrado pela comissão e direção. Na edição de 2008, Foi criado um evento paralelo dentro do Shopping de Piracicaba, onde a Exposição “Brincadeira Maluquinha”, homenageava os 50 anos de carreira do escritor Ziraldo.

A mostra pode ser vista até o dia 18 de outubro, no Parque Engenho Central. O horário de visitação vai de segunda-feira a domingo, das 10h às 21h. Mais informações pelo site www.salaodehumordepiracicaba.com.br. A entrada é gratuita.

Henfil é homenageado no 36° Salão de Humor

Teatro Surdo: você já ouviu?

Poliana Pontes
Do Jornalismo em posts

Na onda das peças de teatro tipo “stand-up” nas quais os atores contam histórias do cotidiano muitas vezes sem o apelo visual do cenário ou personagem, o surdo Victor Hugo Carbonari, 24 anos, montou o grupo “Teatro Alegria Surda”, há dois meses.

Com o objetivo de apresentar a “cultura surda” – linguagem, comportamento, comunicação e necessidades próprias dos deficientes auditivos - para as pessoas que não tem dificuldades para ouvir e não conhecem a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS). “Quis incentivar os surdos a perceberem que há alternativas para interagir e mostrar aos ‘ouvintes’ que nós também somos capazes”, ressalta Carbonari, com auxílio do intérprete Luciano Germano Luiz Gonçalves, 1° secretário e filho do fundador do Clube dos Surdos.

O grupo de teatro conta com a participação de oito deficientes auditivos. Em 60 dias já foram oito apresentações, que trazem temas como inclusão nas escolas, identidade surda e drogas. As esquetes – peça de curta duração e poucos atores – têm, aproximadamente, 15 minutos.
Assista ao ensaio do grupo "Teatro Alegria Surda":
As apresentações de teatro fizeram parte do evento em comemoração ao Dia dos Surdos, 26 de setembro. Na programação, organizada pelo Clube dos Surdos e seus colaboradores, foram programadas também palestras, gincana, confraternização e formatura do curso de LIBRAS.
Durante a semana, entre os dias 19 e 26, aproximadamente, 500 pessoas prestigiaram os eventos, inclusive nas escolas de Jundiaí. “As crianças adoraram as apresentações e perceberam a necessidade de ajudar os surdos. Conseguimos passar nossa mensagem”, comemora Gonçalves.
Entre as recém-formadas está Marília Mohedas Rocha, 22 anos, estudante do curso de Letras, que começou a se interessar pela LIBRAS há dois anos. “Meu interesse foi despertado com um surdo quase sendo prensado na porta do metrô em São Paulo, o alerta de saída é sonoro e ninguém o avisou”, lamenta. Além disso, a estudante alerta que “há uma necessidade muito grande de intérpretes mulheres, em algumas situações como visita ao ginecologista é constrangedor a surda ter como acompanhante um homem”.
Projeto promove inclusão social de deficientes e jovens em situação de risco por meio do turismo

Érika Valente
Do Jornalismo em Posts

Em Limeira, uma entidade sem fins lucrativos lança uma ideia que une a promoção da capacitação profissional de deficientes físicos e jovens em situação social de risco com o desenvolvimento do mercado turístico na cidade. O projeto, intitulado Despertar, por meio de uma parceria com o Ministério do Turismo, instala no município um curso totalmente gratuito, que se realizará aos sábados neste mês de outubro.

O conteúdo programático do curso será voltado para o turismo e demonstrará as características do profissional e da área. No roteiro de aprendizado, inclui-se o ensino de empreendorismo e em como montar um negócio próprio, a história da cidade, city tours pelos principais pontos turísticos, noções de legislação e ética, e as disciplinas geografia, história, museologia e folclore.

Para a coordenadora do projeto, Kédima Silva, além de valorizar a mão de obra do jovem e do deficiente, o projeto visa abrir as portas deste mercado para os participantes. A intenção principal é “como o próprio nome do projeto diz, despertar para estas novas oportunidades na área da empregabilidade”, afirmou.

Além do Ministério do Turismo, outras instituições e empresas participarão do projeto, como hotéis e agências de viagens. Segundo Kédima, as empresas parceiras se mostram interessadas em adquirir estes futuros profissionais em seu corpo funcional. “Após o curso, os alunos estarão aptos para trabalhar em agências de turismo, hotéis, restaurantes e em monitoria das próximas turmas que se formarão”, acrescenta.

O projeto é organizado pela Associação Integrada de Deficientes e Amigos (Ainda), ONG que atua desde 1996 no auxílio do tratamento motor de jovens a partir de 14 anos com algum tipo de limitação física.

Francielle da Silva, ourives, já participou de atividades do Ainda. Para ela, entre os benefícios promovidos pela entidade o melhor é a oportunidade de realizar cursos gratuitos e conseguir com isso a almejada inserção do deficiente socialmente na comunidade: “O principal é a inclusão social, isso é muito bom”. afirma.

Além do Despertar, o grupo possui outros projetos de inclusão, como a realização de ciclos de palestras, com parcerias de universidades; oficinas de artesanato e de artes que proporcionam melhoria de qualidade de vida; inclusão digital do deficiente; o programa de sensibilização social e empresarial, que reúne empresários, educadores e representantes do poder público para discutir a situação do deficiente no País; um campeonato de tênis em parceria com a Associação de Paraplégicos de São Paulo, entre outros.

A associação conta com um corpo técnico formado por assistentes sociais, psicólogos, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, fisioterapeutas, estagiários, além de vários voluntários. Para participar deste e de outros projetos, os interessados tem que ter a idade mínima para se inscrever na instituição e conseguir realizar sua própria higiene.

As inscrições para esta fase do projeto, previstas para até o dia 4 de outubro, já se encerraram, devido à grande procura pelo curso. Mas o Despertar contará com outras oficinas, que resumirão o curso completo. O objetivo é treinar mais 300 pessoas até julho de 2010, além dos inscritos nesta fase. Para mais informações, entrar em contato com a coordenadoria do Ainda pelo telefone: (19) 3443-2144, ou pessoalmente na sede da organização na rua Dr. Alfredo Ferraz de Abreu, 1.586, no Centro de Limeira, das 8:30 as 17:00 de segunda a sexta-feira.


Acervo de ícone do jornalismo econômico chega à Unicamp nesta semana

Eduardo Costa
Do Jornalismo em Posts

Quarenta e quatro anos de muito trabalho e suor no jornalismo serão entregues na quarta-feira para a Universidade Estadual de Campinas em mais de 50 arquivos, onde o
Cedae (Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio) terá a difícil missão de cuidar e preservar o material do jornalista paulista Aloysio Biondi (1936 - 2000), doado pela família que, por anos, cuidava particularmente com a ajuda de ex-alunos e amigos. O material guardado inclui recortes de jornal, pautas de redação, manuscritos, anotações e objetos pessoais que fizeram parte de sua vida. Muitos dos textos publicados pelo jornalista podem ser encontrados em seu site, que faz parte do projeto O Brasil de Aloysio Biondi.

Aloysio Biondi destacou-se na imprensa nacional por suas críticas ao modelo neoliberal, hegemônico na década de 1990 no país. Intelectual de esquerda, expôs em seu livro mais famoso, O Brasil privatizado (Fundação Perseu Abramo, 2000), argumentos críticos ao processo de venda das estatais, que, segundo ele, lesavam a nação. Biondi estará lado a lado com Monteiro Lobato, escritor muito admirado por ele, nos armários onde o Cedae guarda os arquivos.

Arquivo carrega herança de muitos anos de dedicação

Natural de Caconde, interior do Estado de São Paulo, Aloysio era uma pessoa simples que possuía um olhar crítico sobre o jornalismo, especialmente na área de economia, onde ele mais atuava. Seu filho Antônio Biondi, também jornalista, conta que uma das maiores heranças deixadas pelo pai foi exatamente ligado a esta área “Uma (herança), a de escrever sobre economia sem o uso do economês, tornando o texto e os temas acessíveis a todos, de um ministro a um sindicalista, de uma dona de casa ao executivo do banco.” contou Antônio.

E foi na economia que ele se consagrou, trabalhando para diversos jornais e revistas do país, entre eles no jornal Folha da Manhã (mais tarde Folha de São Paulo), Correio Braziliense, O Globo, revista Época, Gazeta Mercantil, Bundas, entre várias outras.

Os primeiros contatos realizados para chegada do acervo foram feitos por parte da família em abril de 2008, e após mais de um ano de trabalho e negociações, a chegada está marcada para quarta-feira, 7 de março. Antônio Biondi afirma que o principal fator que levou a família a doar o acervo foi pela conservação, e também explicou o porquê da escolha da Unicamp “A doação à Unicamp surgiu da necessidade, histórica e afetiva, de não deixarmos o arquivo do Biondi, seu legado, se perder. No interior da família, entre os amigos, e posteriormente entre os integrantes do projeto “O Brasil de Aloysio Biondi”, consolidou-se a perspectiva de que a doação deveria se dar prioritariamente para uma instituição pública.”

A supervisora de arquivos do Cedae, Flávia Leão, que se declara uma grande fã do estilo do jornalista, conta que, durante esse tempo de negociações, houve também toda uma preparação para a chegada. Entre as providências necessárias estava um novo sistema de arquivamento, que é feito em um armário que desliza sob trilhos, permitindo a compactação de espaço. “São 57 caixas, e precisávamos de toda uma estrutura pra receber o material. Eu imaginava que o acervo era muito menor do que ele é, ai começou toda uma batalha para a compra de um armário deslizante, próprio para guardar documentações”, conta.

A supervisora ainda explicou que, após a chegada do acervo, começa um trabalho lento e minucioso, de início com a limpeza e higienização, para não haver risco de contaminação, depois o material fica de quarentena, é catalogado e só aí vem o processo da microfilmagem para digitalização. Ainda não há uma previsão de quando o material estará disponível para pesquisas, mas Flávia Leão avisou que tudo será totalmente acessível ao público, qualquer pessoa poderá pesquisar.

Ouça Flávia Leão falando sobre o perfil de Aloysio:



Das antigas máquinas de escrever as panelas no fogo
Cozinheiro de mão cheia, sabia como ninguém preparar sopas e massas, também fazia moqueca, pimentão recheado e agradava a todos os gostos preparando 3 molhos diferentes. Grande parceiro nas viagens que fazia com os filhos. Os trabalhos durante a semana eram refletidos nos sábados e domingos, pois andava muitas vezes cansado. Sabia exatamente o que era a prioridade no ensino dos jovens Antônio e Pedro “Do que lembro, a maior atenção era à nossa conduta ética, no sentido de sermos gentis com as pessoas e honestos. Com relação à escola também não havia marcação cerrada, acho que nesse ponto nós nunca demos muita preocupação. Ele se incomodava, aí sim, quando embarcávamos em algum impulso consumista, de querer um tênis ou uma calça da marca x.” lembrou Pedro Biondi, que ainda conta que seu pai era fã de músicas trágicas, como de Maria Bethânia e Chico Buarque durante a ditadura, e Maysa. “E isso foi material para muitas cantorias, em que ele pilotava o piano, ou a amiga Irene Solano Vianna tocava violão. “Ne me quitte pas” era uma que não faltava nessas noitadas de música.”

Grupo de apoio para mulheres que amam demais cria reuniões on-line


Por Ana Carolina Baldin
Do Jornalismo em Posts


O Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA) de Santa Catarina está inovando ao criar reuniões on-line. O MADA é um programa para mulheres que têm como principal objetivo se recuperar da dependência de relacionamentos destrutivos, aprendendo a se relacionar de forma saudável consigo mesma e com os outros. Ele surgiu baseado no livro "Mulheres que Amam Demais" da autora Robin Norwoo e agora terá sua primeira versão pela Internet. Robin tratava de pessoas viciadas e acabou decobrindo que quem alimentava a doença eram os parentes, ao tratá-los começou a obter cura, assim abriu grupo de apoio para os co-dependentes, ou seja, as pessoas com quem os viciados se relacionavam.


O grupo MADA de Campinas foi criado ha 6 anos. São feitas reuniões semanais na Igreja Nossa Senhora Aparecida. “Não existe inscrição ou taxas, pode-se montar um grupo desde que siga o programa” conta Márcia (nome fictício) que é coordenadora do grupo e participa das reuniões a um ano.


Para o tratamento é ultilizada a vivência das outras pessoas, não existe o apoio de um profissional e não se dá conselho nas reuniões, o que faz com que a maioria das pessoas desistam. Para que você possa se analisar existem algumas perguntas a serem respondidas, assim pode-se perceber que é uma pessoa com caráter destrutivo e então começar a trabalhar sua dificuldade, o grupo deixa as integrantes a vontade para tratar aquilo que julgar que deve. A grande maioria das pessoas procura o grupo após o fim de um relacionamento, quando começam a se perguntar o porque do acontecimento. As MADAS tendem a ser perfeitas, anciosas e controladoras.


Patrícia (nome fictício) frequenta as reuniões a dois anos e conta como chegou até lá: “Vim mas não achava que me encaixava no padrão MADA passado pela mídia. Quando assisti a reunião descobri que o meu comportamento também se enquadra no grupo. Eu tomava caixas de anti-depressivo por não conseguir fazer meu parceiro feliz, não conseguia ficar sem a presença e o amor daquela pessoa. Mas queria me livrar, meu projeto começou a cerca de dois anos com a ajuda do MADA e de Deus”.


Para quem esta se tratando existem dois estágios: Primeiro você começa a entender que o padrão de bondade que se tem é uma forma de controle e manipulação, depois vem a fase de consciencia, quando você descobre e tem que aceitar o que realmente acontece. Durante a segunda fase a pessoa passa a ter raiva das pessoas com quem convive. O tratamento consiste basicamente em você enchergar o problema, que na maioria das vezes está no passado e por isso dizem que não tem cura.


O amar de mais é dar mais de si sem fim, a mulher não consegue ter limites porque quer ser reconhecida e vive em função de agradar seu companheiro. “Em um final de semana estavamos discutindo no carro e eu disse que se ele não ficasse comigo eu faria uma loucura, então desci do carro e deitei no meio de uma avenida para que algum carro passasse sobre mim. Ele ficou assistindo sem qualquer reação, foi ai que descobri que quem precisava tomar uma atitude era eu” conta Patrícia relembrando o dia quem que decidiu se livrar daquele relacionamento destrutivo.

Ela sabe que após dois anos de tratamento não está curada e encara cada reunião como uma superação, pois mesmo que tenho tido uma recaida encontrará o grupo de braços aberto para acolhe-la, e ainda afirma: “Hoje eu estou revivendo e ele esta falecendo. Nós do MADA temos um desejo incrível de ser feliz. Por isso que digo ame e deixe viver, que nos possamos viver, deixemos o outro viver e possamos ser realmente felizes, com amor próprio”.


Para mais informações sobre o grupo de apoio acesse o site http://www.grupomada.com.br/




Especialista alerta contra vício em internet




Laís Fávaro
Do Jornalismo em Posts

Estudo recente (http://adolescentes.pbworks.com/TB++Relações+virtuais) relata que a compulsão no uso da Internet também está relacionada à sensação de prazer físico que ela produz. André (nome fictício) tem 13 anos e adora Tíbia, um Role Playing Game on-line (Jogo de representação de papéis). Ele passa horas e horas diante do computador, muitas vezes esquecendo-se dos estudos e do mundo real à sua volta. Diversão, para ele, é estar em rede, divertindo-se com os “amigos virtuais”.

A situação de André preocupa a mãe do garoto, a auxiliar de produção H.M.M. “é um tempo desperdiçando, quando excessivo. Às vezes já é domingo à noite e ele vem com seu material dizendo que se esqueceu de fazer um trabalho escolar e que deve ser entregue amanhã”, comenta.

O que para André é entretenimento é, para a psicóloga e professora da PUC Campinas, Rita Maria Manjaterra Khater, um indício de vício em internet. “É importante não deixar que esse comportamento fuja do controle, portanto, devemos propiciar outras atividades que sejam igualmente motivadoras o mais rápido possível, pois quanto mais o tempo passa, o hábito se fortalece e pode se transformar em dependência”, explica a especialista.

Para que o uso da internet não seja prejudicial para os internautas é recomendada a prevenção. “Prevenir é sempre o melhor caminho, e se previne controlando o tempo de uso desde o inicio e oferecendo outras opções.”, diz a psicóloga.

Hoje vivemos em um mundo onde tudo é muito rápido. As informações mudam de minuto a minuto e as novas gerações estão em constantes transformações, os jovens com apenas um clicar, “editam” seu perfil do Orkut, Facebook, entre outros sites de relacionamento onde expõe sua vida, seus amigos, seus hobbies e chegam até trocar outras atividades para ficarem horas e horas navegando na internet.

A internet teve sua difusão no ano de 1995 á 1997 e é considerado um momento de ruptura com as formas tradicionais, de tal modo, comparar os jovens de hoje com os de antigamente, onde brincavam de pique-esconde, futebol de botão, queimada, polícia e ladrão, é um pouco complicado. Mas não podemos deixar de pensar que mesmo com essas novas tendências, ficar horas e horas na frente de um computador chega a ser preocupante.

A psicóloga Rita Maria afirma que a internet é uma ferramenta que universaliza o homem, pois traz oportunidades de inclusão social, informação e prática de cidadania digital, mas os desvios no uso é que a tornam perversas.


Sintomas de Dependência a Internet
1. Preocupação constante com a Internet quando está off line.
2. Necessidade contínua e crescente de utilizar a Internet como forma de obter a excitação desejada.
3. Irritabilidade quando tenta reduzir o tempo na Internet.
4. Utilização da Internet como forma de fugir de problemas ou de aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão.
5. Mentir para familiares e pessoas próximas com o intuito de encobrir a extensão do envolvimento com as atividades online.
6. Comprometimento social e profissional.
7. Comprometimento nas articulações motoras utilizadas na digitação.
8. Falta de interesse em atividades for a da Internet.
9. Sensação de estar vivendo um sonho durante um período prolongado na Internet.
10. Duração de tempo maior do que 6 meses.
11. O período de utilização compulsiva da Internet não seja caracterizado por um episódio de mania.