Exposição ‘Estampas’ de Luiz Lopez é apresentada no Memorial do Imigrante , em Vinhedo
Jornalismo em posts Por Adriana Vicentim
Luiz pintando sobre tecidos refugados da indústria têxtil, em sua casa, Cataguases -MG.
Desde 5 de novembro, a Prefeitura de Vinhedo, através da Secretaria de Cultura e Turismo, abriu para a visitação a exposição Estampas, do artista mineiro Luiz Lopez , no Memorial do Imigrante, e foi até o dia 15.
O tema do trabalho deste mês foi “Estampas”, Luiz Lopez reaproveitou as sobras de tecidos da indústria têxtil, que tinham defeitos, e utilizou como tela, misturando, arte e poesia, fazendo com que pintura e gravação se confundissem e se complementassem.
Luiz Lopez é formado em Letras pela UERJ, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estudou técnicas de pintura e história da arte na escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, atualmente concilia suas atividades de professor e artista em Cataguases – MG.
A vocação começou cedo, logo aos 12 anos já pintava e se inspirava em artistas como Picasso e Van Gogh. “No começo, como eu não sabia, eu copiava as obras, mas depois fui criando estilos próprios, algumas obras relaciono com MPB e poesia” diz, ele.
A ideia de usar tecidos como tela, foi inspirado na indústria têxtil de Cataguases-MG, terra natal do artista, e, como sua família toda trabalhou no ramo, inclusive ele, suas obras serviram de homenagem aos familiares e a todos os trabalhadores. “Quem conhece, quem sabe trabalhar com tecido e vê todo o processo, sabe que é muito bonita aquela transformação, então foi uma inspiração familiar e cultural”.
Além disso, o artista trabalha com diversos temas e materiais, mas ficou conhecido nacionalmente, pelo tema futebol, no qual possui mais de 100 obras de arte, algumas foram ilustrações durante a programação do Fantástico da rede Globo de televisão, na última copa do mundo. Luiz também teve participação artística e cultural em redes como o Jornal Aterosa de Minas Gerais, TVE Recorte Cultural, Agenda Cultural de Minas e TVE Programa Arte com Sérgio Britto.
Os temas sempre mudam e são ecléticos, como tempo, violência, poesia, música esporte, problemas e abordagens sociais, trazendo informações e interpretações diversas aos receptores .“Tenho uma multiplicidade de interesses, o artista que mais me marcou pela multiplicidade de tendência é Picasso, pelo pluralismo, pela ousadia, por não estar preso a nada, pela liberdade expressiva”, afirma o artista.
Depois de familiarizados com o Orkut, My Space, Facebook, Twitter e uma variação de outros sites de relacionamentos espontâneos na internet, e a cada vez mais virtualizarmos as nossas interações por meio de comunidades on-line, um site ainda não muito difundido na região de Campinas, vem ganhando espaço nos grandes centros do país. O MovieMobz é um site de mobilização de cinema pela internet que possibilita ao usuário interagir com o universo de produções cinematográficas sem sair de casa. Seria um site como todos os outros se fosse só isso. Porém, o seu grande diferencial é de ser o primeiro com o serviço on demand do mundo, ou seja, ele serve como verificador de demanda e pode medir a aceitação de filmes antes de entrarem em cartaz.
Segundo Fábio Lima, diretor da empresa, isso possibilita para os exibidores uma pesquisa de mercado mais assertiva, podendo apostar em produções alternativas com mais segurança, e aos espectadores que podem ajudar a escolher a programação de cinema de sua cidade, expressando seus interesses, no site. Outra ferramenta muito expressiva do MovieMobz, são as mobilizações de cinema que, ao constatar um numero significativo de interessados nas comunidades, pode reunir a preços a baixo custo uma sessão de um determinado filme escolhido na sala de cinema conveniada de sua cidade.
Em Campinas, o site conta com a parceria do Cine Topázio, (antigo Cine Jaraguá), sendo a única empresa de cinema que tem filmes não comerciais em sua programação, é também o único exibidor que interage com o site na região. Responsável pela escolha das produções e exibições do Topázio, Paulo Lui fala das suas impressões sobre os resultados da ferramenta, “os grandes veículos de mídia não parecem interessados em divulgar os filmes alternativos. Divulgam com grande alarde os ‘blockbusters’, o que dificulta o público de ter conhecimento de outros estilos de filmes”. A programação do cinema é dividida em filmes comerciais, 60% do espaço e não comerciais ou alternativos, 40%, e, segundo Paulo, o site auxilia muito na escolha dos filmes que vão entrar em cartaz e ajuda a desenvolver o hábito na população de ir ao cinema, “assistindo a um filme de qualidade, com bom conteúdo, o público acaba se acostumando a ir ao cinema muitas vezes. Acredito ser este o principal benefício dessa ferramenta”.
Criado em 2008 e contando com parcerias de cinemas digitais no país todo, o MovieMobz já tem mais de 140 mobilizações de filmes, de 50 produções diferentes, em 11 cidades, segundo o site. A maioria delas aconteceu nas capitais e nos grandes centros do país, sendo, o seu o seu principal foco as regiões do interior. Fabio destaca ainda que, a intenção do site é atingir os municípios menores que possuem mais dificuldades de acesso e de variedade de produções, pois os grandes centros já estão bem desenvolvidos, “nos próximos anos a digitalização das salas de cinemas se intensificará e o cinema on demand será uma realidade natural do mercado principalmente fora dos grandes centros”. Porém, em Campinas, a realidade é outra. O site não tem atraído os espectadores e nunca houve adesão de mobilização de sessões na cidade, a participação e interação dos internautas interessados na região, não chegam a 100 usuários. Nada comparado à participação da capital paulista, que já mostra uma adesão dos cinemas com os internautas mais positiva em termos de interatividade.
A cidade tem um grande potencial do mercado alternativo e de artes inexplorado. Porém, não há incentivo da prefeitura e da mídia para elevar os níveis culturais da população e, a falta de variedade e qualidade das produções deixa a desejar no nicho independente. Segundo a estudante de direito e cinéfila, Ana Carolina Cavazza, isso gera uma falta de hábito na população ao relacionar cinema como apenas entretenimento, “Estamos muito próximos da capital e possuímos infra-estrutura e público para tais filmes”, declara a estudante e citando o MovieMobz, completa, ”vejo no site um instrumento de manifestação importante daqueles que buscam filmes que não se encontram no circuito comercial. Fico feliz de ver pelo menos duas empresas como o Topázio e o MovieMobz apostando nesse nicho. Acho a idéia sensacional e acredito muito no seu potencial”.
Veja a advogada e cinéfila, Ana Carolina Caruzo Cavazza, falando sobre o site de cinema e o cenário da região.
Outra dificuldade do site na região, é a sua divulgação, que é defasada. Passando apenas em duas, das quatro salas do Cine Topázio, em que cita e não explica a sua funcionalidade e objetivo. Algo que já está sendo revisto pela empresa. Para mais informações acesse: http://www.moviemobz.com/
Atualmente no mundo, não há nenhum exame específico para detectar o autismo, o diagnóstico é clínico e com base na observação de sinais, desta forma o Brasil vem desenvolvendo um método para detectar autismo em crianças por meio de exame de imagem.
Os pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios. As imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema.
O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença e a previsão é que o exame esteja pronto em até cinco anos.
O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento, que compromete o crescimento normal de uma criança em três áreas específicas: interação social, comunicação e o comportamento. Manifesta-se antes dos três anos de idade, com predomínio maior em indivíduos do sexo masculino, explica a pedagoga Rosilene Siqueira Vigato.
“É importante que o diagnóstico seja precoce, pois, quanto antes entrar em tratamento, com o apoio de uma equipe multidisciplinar, e com a participação familiar, a evolução e o prognóstico serão melhores.”, afirma a pedagoga.
Em geral, o tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar: pedagogia, psicologia, psiquiatria, fonoaudiologia, terapia ocupacional, educação física, musicoterapia, entre outros. São pessoas especializadas na elaboração de uma programação pedagógica para selecionar e priorizar itens que sejam funcionais e que tenham aplicabilidade prática na vida do individuo.
Na maioria das vezes, a reação dos familiares ao saber que seu filho é um autista está carregada de emoções das mais variadas: susto, medo, tristeza, desesperança, falta de perspectivas futuras e imediatas, desilusão. Portanto, para cada etapa do impacto deste diagnóstico observa a necessidade constante de um acompanhamento junto às famílias com enfoques por vezes diferentes.
“Tudo aquilo que planejamos foi por água abaixo. Me senti um nada diante de tanta coisa, mas encarei de frente e continuei a ter mais informações, tudo era tão novo na minha cabeça. Foi difícil aceitar, mas tudo depende da visão que temos. Descobri que o Lincoln era um autista aos 3 anos, depois que ele teve uma convulsão febril. Após isso, fui procurar ajuda médica e atendimento em escolas.” relata Rosaria Kikue Tezuka, mãe de Lincoln.
“Das famílias que venho acompanhando, a maior parte é constituída de pais separados. A mãe fica com a guarda, sendo a única responsável pelo filho. Mesmo os pais que permanecem casados, a mãe geralmente abre mão de sua vida profissional para dedicar-se exclusivamente ao filho.” revela à psicóloga Sara Teixeira Morales.
Segundo o médico psiquiatra Fernando Zezza, para esse tipo de transtorno orienta-se as seguintes intervenções: medicamentos que agem sobre o psiquismo e instituições educacionais especializadas, que darão o acompanhamento necessário para as famílias
ADACAMP – Associação para o Desenvolvimento dos Autistas em Campinas. A ADACAMP foi fundada por um grupo de pais em maio de 1989, que não encontravam atendimento especializado para seus filhos com autismo. É uma instituição assistencial, filantrópica e sem fins lucrativos.
Rua Padre Francisco de Abreu Sampaio, 349Parque Itália – Campinas/SP – CEP 13036-140Telefone/Fax: (19) 3272-7889 - Telefone: (19) 3272-9179E-mails: adacamp@feac.org.br
Oficialmente, a banda campineira Venus Volts só surgiu no ano passado, com a chegada de Trinity nos vocais. No entanto, o trio formado por Pellê, Du e Dinho já carregava uma bagagem repleta de conquistas.
O CD ‘Do not disturb‘, lançado no site da Revista MP3 Magazine, chegou a registrar mais de 2,5 mil downloads antes de ganhar sua tiragem oficial. Já no primeiro clipe - da música Mama Hates -, a banda conseguiu estréia na MTV e garantiu vaga na tilha sonora do filme ‘Bad Reputation’ (Jimmy Hemphil, LA, EUA).
Consolidada no cenário independente brasileiro, a banda emplacou nada menos do que a música de abertura do seriado "Descolados", da MTV. Além disso, mais 8 faixas da Venus Volts fazem parte do programa.
Confira a entrevista com a Venus Volts - respondida por Pellê, guitarrista e vocalista da banda -, que hoje é a banda campineira com maior exposição fora dos limites regionais.
A pergunta é inevitável: vocês esperavam o sucesso dos últimos meses? Música de abertura do seriado “Descolados”, da MTV, além de mais oito músicas na trilha sonora, clipes e participações na TV, festivais por todo o Brasil e uma exposição intensa na mídia.
Pellê: Nós estamos empenhados nisso (música) há muito tempo! Então, esperar, você não pode esperar por nada, em termos de música no Brasil, mas sonhar, a gente sonha faz tempo! rsrs Isso tudo tem sido resultado de trampo full time da banda na banda. Lembre que ainda não lançamos nosso disco (sai no começo do ano que vem) e não temos produtor, nem gravadora, nem ninguém falando por nós. Somos nós mesmos abrindo nossos caminhos!
E como vocês estão aproveitando esse momento?
Tem sido muito bom ver o reconhecimento de tantos segmentos da música independente, e até do mainstream em relação à gente. Como eu disse, sem produtor, sem gravadora, temos conseguido nosso espaço na MTV, Billboard, em grandes festivais por todo o Brasil, mídia virtual e impressa… enfim! Respondendo mais diretamente: estamos aproveitando ao máximo!
Aproveita que agora já sabemos como a banda está, hoje, e conta a história do Venus Volts para os leitores.
Comecei em 2002, sozinho, fazendo sons no meu computador. Quando juntei umas 6 músicas, comecei a procurar malucos que quisessem tocar aquile som. O Du foi o primeiro e único batera. Dali vieram mil formações, até firmar Dinho no baixo. Em outubro de 2007, a Trinity fez contato dizendo que gostaria de cantar com a gente. Fizemos alguns ensaios e ela entrou para a banda. Foi quando resolvemos trocar o nome antigo e começarmos uma nova fase para a banda, com novas características, surgindo o nome Venus Volts. No começo desse ano, querendo voltar à formação com duas guitarras, chamamos o Filipe, que já conhecíamos de outras ótimas bandas, e ele entrou para a a VV. Finalmente, temos a formação definitiva da banda. Leva-se muito tempo para ter as pessoas certas para fazer uma banda.
Fale sobre a possibilidade da gravação do primeiro álbum do Venus Volts.
Gravamos o disco em julho desse ano. Nesse exato momento, o disco está sendo mixado. Pretendemos masterizá-lo fora do país (Nova Iorque ou Londres). Daí, é procurar quem se interesse em lançar (temos algumas opções). A pretensão é lançar o CD no começo de 2010.
Uma mudança perceptível do Fluid – antigo projeto encabeçado por você – para o Venus Volts, é a adição de elementos do indie rock dançante, juntando-se ao garage rock que sempre norteou os seus trabalhos. Como foi essa mudança?
Sempre baseei as composições nas guitarras e, essencialmente, na melodia dos vocais. Nunca me preocupei em fazer esse ou aquele estilo. Tocamos o que gostamos. Mas minhas influências sempre tiveram algo de dancefloor. As da Trinity, então, nem se fala. Então, com a entrada da Trinity (que abriu outros horizontes em termos de vocais, já que, antes, eram só meus), além de a banda toda ter começado a se interessar por novos sons como Franz (Ferdinand), Bloc Party, Klaxons e outros. Sem contar, ainda, velhas influências que voltaram para a vitrola como Talking Heads, Television, Supergrass, disco music, etc. Acabou sendo uma mudança bem natural. Acreditamos que minhas composições sempre têm algo que é só da Venus Volts, resultado de todas essas nossas influências sem que se pareçam, efetivamente, com nenhuma delas. A Venus Volts soa como Venus Volts. E a banda toda funciona muito bem, cada um com as suas influências já sabe exatamente o que fazer em cada uma das músicas. Isso é difícil de conseguir. Por isso, estamos todos muito satisfeitos com essa formação da banda.
Pellê, você é o compositor do Venus Volts e a Trinity a voz e alma no palco. Você acha que encontrar essa parceria, depois de anos e anos na estrada com outros projetos independentes, foi primordial para o sucesso que vocês conseguiram? Como é trabalhar com a Carol? E fora dos palcos?
Desde o primeiro contato e a primeira “escutada” achamos que a Trinity tinha muito a contribuir, sim, pro som. E não erramos! Como eu disse, ter um vocal feminino na banda me deu a chance de compor com outros horizontes e, sabemos a competência da menina tanto no microfone como no palco, né? rsrs Aí, fica fácil, né?
Não acho que dá para atribuir à entrada desse ao daquele integrante na banda esse crescimento que tivemos. Todos são essenciais para chegar onde estamos chegando. Mas a Trinity leva a cara da banda, agora. Então, ela tem um papel primordial em tudo que fazemos, já que decidimos que ela seria esse (ótimo) cartão de visitas.
Trabalhar com ela é bem fácil porque ela tem muita experiência de anos e anos na música, canta muito e sabe o que fazer. Fora dos palcos a Carol (aí, sim, Carol!! rsrs) é meiga, quietinha, fala baixo, amiga TOTAL!! Adoro essa menina!! rsrs
O Venus Volts, ao lado do Instiga, é a banda campineira que conseguiu mais sucesso no circuito de shows pelo Brasil nesta década. Ainda é pouco para uma cidade do tamanho de Campinas, não é? Como você vê o rock independente na região, hoje, e o que acha que deveria ser feito por aqui?
É pouco, sim, mas temos boas bandas por aqui como os velhos e ótimos Del-o-Max, JB e seus amigos sex symbols, Drácula, Violentures entre outras, que são bandas ou já estabelecidas ou que sequer têm interesse em se estabelecer.
O rock independente está cada vez mais estruturado. Temos participado de alguns festivais que impressionam pelo tamanho e competência. Então, é questão de ter ou não interesse em participar.
Aqui em Campinas vamos tentar contrinuir trazendo o Grito Rock para cá em 2010. Veremos!
Tocar em Campinas ainda é especial para a banda? Vocês têm uma base de fãs fiéis?
Aqui é sempre especial tocar. Cada vez mais nossos shows estão lotando! E cada vez mais a gente vê as pessoas cantando as músicas, pedindo outras. Isso é Foda!! Acho que estamos formando, sim, um público bastante fiel aqui na cidade e, mais que isso, temos visto em todas as cidades o nosso público crescer bastante! Em Cuiabá, há 10 dias atrás, tinha um monte de gente pra nos ver. Até assustamos!
Uma pergunta que sempre fazemos para as bandas: pra vocês, a era “Pós-Myspace” alavancou a música independente apenas em quantidade de novas bandas e lançamentos, ou a qualidade também aumentou? Vivemos uma boa fase no rock brasileiro?
O myspace apenas se transformou na gravadora de todo mundo. Mas a questão ainda se define em ser ou não boa música. E só ter myspace não resolve o problema de ninguém. O myspace não contribuiu para a qualidade de bandas, não. Tem muita gente sem noção que coloca qualquer porcaria lá…
Não gosto do rock brasileiro (daquele cantado em português). Acho fraco e, na grande maioria, medíocre.
O verão está chegando e este é o melhor momento para o mosquito da dengue se proliferar, por isso a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas dá inicio ao período de controle a doença. Além do calor que é o clima propício para o mosquito, as chuvas aumentam o risco de acúmulo de água em locais que podem se tornar criadouros para o Aedes Aegypti (mosquito responsável pela transmissão da doença). Durante o ano de 2009 já foram notificados 143 casos de dengue em Campinas, segundo a assessoria de imprensa da Saúde. Para o sanitarista André Ricardo Ribas Freitas este momento deve ser de atenção redobrada para a prevenção e para isso devemos colaborar com o poder público para o controle da doença. Os métodos para controle continuarão os mesmo utilizados em outros anos que, aliás, são os mais eficientes: evitar o acúmulo de água em locais onde o mosquito possa se reproduzir e a aplicar larvicida em recipientes que não podem ser retirados. A ocorrência de casos da doença na cidade destaca-se na região entre os bairros Jardim Campo Belo e Jardim São Vicente, porém as equipes do Sistema Único de Saúde encontram maior dificuldade para acessar residências e desenvolver o projeto de educação nos bairros de população com maior pode aquisitivo, conta Freitas. O que já não encontramos nas áreas com grades concentrações de população mais pobre, onde encontramos mobilizações para o controle da doença. Para quem já teve a doença o cuidado para com o extermínio dos locais que facilitam a reprodução do mosquito deve ser ainda mais preciso, como é o caso de Leandro Ricci que contraiu a doença em 2007: “Sempre que posso verifico os locais que podem ser tornar criadouros e faço o possível para evitar o acúmulo de água parada. Faço isso não só em minha casa, me preocupo em qualquer lugar que vou”, conta Leandro. Caso a pessoa esteja com sintomas de Dengue (febre alta, dores musculares e nas juntas, dor atrás dos olhos, fortes dores de cabeça, manchas avermelhadas na pele, fraqueza e falta de apetite) a primeira coisa a ser feita é consultar um médico ou procurar um centro de saúde para obter orientação. Quanto antes for iniciado o tratamento, melhor. A pessoa com a doença deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre. Para solucionar dúvidas basta entrar em contato através do telefone 156.
Seguindo a recente tradição de ser rota de bandas independentes com destaque na cena musical brasileira, a cidade de Campinas recebeu, neste último sábado, 14 de novembro, no Bar do Zé, os paulistanos do Holger - destaque também em festivais internacionais.
Recém chegados de uma mini-turnê no Canadá, onde tocaram no importante festival Pop Montreal, com nomes internacionais de destaque como Matt and Kim, o grupo tocou sábado a noite no Bar do Zé, para mais de 300 pessoas em um show energético e participativo, que também contou com a presenção da banda campineira Venus Volts.
Confira a apresentação do Holger em Campinas:
Conhecidos pela celebração nos shows, a banda fez o primeiro concerto na região um dia depois de se apresentarem no no Indie Rock Festival, no Rio de Janeiro, junto com os norte-americanos do Gogol Bordello e Super Furry Animals - e além disso, no começo de dezembro tocará em São paulo, com o Dirty Projectors, dos Estados Unidos.
Esse é um ano especial para o "Ursão" - alcunha usada carinhosamente pela banda em alusão ao mascote do grupo. Sendo uma das únicas (se não a única) representantes de peso do Indie Pop no Brasil, a banda foi indicada a dois prêmios no último VMB, da MTV. Com um EP lançado, The Green Valley, com 6 faixas, o grupo formado por Pedro, Arthur, Bernardo, Marcelo e Tché , já tocou em mais de 15 cidades diferentes no último ano, estreou novas músicas em Campinas e concedeu uma entrevista para o Jornalismo em Posts. Confira!
Um dos trabalhos anteriores de vocês era o projeto Thats All Folks – um coletivo folk, country, indiepop, e todas essas denominações sem fim -, mas o som da banda hoje está cada vez mais distante disso, usando muitos elementos eletrônicos e percussão. Para quem ainda não conhece o Holger, fale pra gente da história da banda e os caminhos que vocês estão tomando.
O Holger nasceu da grande afinidade e amizade de cinco amigos que queriam fazer música juntos. O That’s All Folks foi um projeto elaborado por parte das pessoas que estão no Holger hoje, mas que contou com a participação de diversos amigos de diversas bandas, o que inclui a outra parte do Holger que não estava na mesa onde a idéia surgiu. Depois de diversos encontros e mais de 30 músicas gravadas alguém teve a idéia de transformar aquilo numa banda de verdade.
Acredito que logo no início da banda já rompemos muito com a influência folk que o TAF tinha. Muita gente classificava, e ainda classifica na real, o Holger como folk e derivados, mas eu vejo o Green Valley como uma obra muito mais voltada pro indie rock e pop. Hoje as principais influências mudaram e a idéia é sempre inovar nossa música com tudo o que ouvimos de novo, velho, pop, cabeçudo, dançante, etc.
O primeiro EP de vocês, o The Green Valley, teve uma boa repercussão na internet, principalmente, e levou vocês a diversos shows e festivais em São Paulo – e até mesmo no Canadá. Fale um pouco da gravação, da resposta do público e se o próximo lançamento tem semelhanças com este trabalho.
O processo de gravação do EP foi muito massa. Fomos convidados para gravar na Sala 222 por Sérgio Ugeda e Eduardo Ramos através de um simples e-mail informal, acredito que nenhuma das partes imaginava até onde aquele simples e-mail nos levaria. A gravação em si foi tranquila, gravávamos nos finais de semana, passávamos o dia inteiro lá, a base de pizza, cerveja, keep cooler e Big Dannys (sanduíche genial e gigante de uma padaria ali do lado). No final ficamos muito satisfeitos com as músicas e começamos o processo de divulgação e fomos pegos de surpresa com a resposta do público.
O Ep foi de fato muito bem aceito e elogiado. Conseguimos muita coisa com ele e soremos eternamente gratos ao EP, mas o próximo lançamento pretende ser mais elaborado e até pretensioso que o Green Valley. Tanto na parte de produção como na parte de composição.
Aproveitando, vocês estão gravando um novo EP? E um álbum, está nos planos do Holger? Qual será o caminho seguido nesses novos trabalhos?
Na verdade estamos em processo de composição e só. Não sabemos se será um EP ou um álbum. Independente do formato, queremos atingir algumas metas com o próximo lançamento, como conseguir uma boa gravação num estúdio foda, uma prensagem, boa divulgação e alguém que pague por isso, claro! Mas a idéia de um álbum pisca na cabeça de todos nós sem parar.
O Holger parece aproveitar bem a internet e as possibilidades proporcionadas por novas mídias. Pra vocês, a era “Pós-Myspace” alavancou a música independente apenas em quantidade de novas bandas e lançamentos, ou a qualidade também aumentou? Vivemos uma boa fase no rock brasileiro?
Olha, a internet é sem dúvidas a melhor plataforma inventada para se trabalhar música. Claro que estamos no meio do turbilhão econômico da coisa, precisamos de fato criar uma maneira de beneficiar todos os profissionais envolvidos na música que trabalharão on line. Mas o fato é, hoje, se você quiser ter uma banda, gravar suas canções e divulgá-las você não tem mais desculpa, a internet está ai pra isso. É verdade que essa democratização das mídias traz consigo uma tremenda parcela de lixo musical, mas, ao mesmo tempo, permitiu que bandas de diversos estados brasileiros se destacassem.
Hoje vemos um pessoal de Cuiabá, Goiânia, etc, tocando em grandes festivais nacionais e internacionais. E isso tudo faz com que o momento do rock brasileiro seja bom. Ainda falta muito para que a cena chegue a um ponto profissional decente, mas passamos por uma fase que dá esperanças.
Quais são as melhores bandas independentes, hoje, no Brasil?
Até pouco tempo atrás via o Holger bem atrelado à São Paulo – até naturalmente, por ser a casa de todos os integrantes -, mas as participações recentes em festivais por todo o Brasil e turnês internacionais, alavancaram a banda em território nacional. O que essa mudança está trazendo para o grupo e para os integrantes – além de horas e horas na estrada?
A coisa mais foda de viajar para tocar, além da viagem em si, é conhecer pessoas. Quando vamos para festivais a integração é muito massa. Encontrar gente que ama música e está nessa loucura com você é sempre confortante e divertido. Normalmente passamos um dia inteiro entre bandas de diversos estados e estilos e a troca é gigante, de experiências pessoais e profissionais.
Quase toda banda em início de carreira sonha em fazer shows internacionais. Vocês já tocaram no exterior algumas vezes. Falem das turnês no Canadá. Vocês já devem ser estrelas por lá, não?
Cara, tocar no Canadá foi uma missão de guerrilha! Haha. Tivemos muitos problemas com o nosso visto. Na real ele só saiu três horas antes do voo. Foi uma guerra mesmo, por isso eu acho que a viagem foi tão marcante, depois de todas as barreiras ultrapassadas chegamos lá e fizemos um puta show na noite de abertura do Pop Montreal (nome do festival que tocamos por lá). Esse show foi especial, tocamos na mesma festa que o Ninjasonik e o Matt & Kim, tava lotado e o público nos surpreendeu sendo, talvez, a melhor audiência que tivemos até hoje.
Tocamos outras duas vezes no festival e claro, aproveitamos a cultura e culinária local como se não houvesse amanhã! Engraçado você falar esse lance de estrelas por lá, acredita que alguém comentou para um de nós que se morássemos em Montreal nós já seríamos “grandes”!
Os shows do Holger são conhecimos pela "celebração musical". Que celebração é essa?
Acima de qualquer coisa somos amantes da música, o que nos torna mais público do que artista. Gostamos de cultivar essa figura de público, gostamos de ir a shows, festivais e festas e realmente fazer valer. E nós acreditamos muito que o show deve ser uma festa da banda com o público, que a barreira público/banda deve ser quebrada para que todos possam participar. Se não quiséssemos a participação efetiva do público ficaríamos no estúdio. Então fazemos de tudo para celebrar com aqueles que estão dispostos a celebrar com a gente. Por isso o que mais gostamos é de tocar em lugares que permitam um contato maior com a audiência.
Por fim, conte pra gente a história do Ursão, usado por vocês como mascote/logo da banda.
O Ursão foi um presente de uma amiga da banda. Todos gostaram muito do desenho e resolvemos que ele seria a capa do EP, a partir dai começamos, de brincadeira, a apelidar a banda de Ursão e de repente muita gente pegou e passou a se referir ao Holger como Ursão. Acho massa! Não sei por quanto tempo ele ainda vai simbolizar a banda, mas gostamos dele e até hoje tem gente que pede a volta do mosh do ursão, hahaha. Explico, um amigo nosso fez um Ursão de quase dois metros de altura de papelão, pra enfeitar o palco, ele ficava ali no fundo até que, de repente, lá estava ele no meio do público, pra lá e pra cá! Devido aos excessos da celebração ele se encontra um pouco destruído, mas quem sabe ele não volta!
Uma ideia, um projeto, uma iniciativa. Walter Pedro Orlando, que trabalha no ramo de transportes há 30 anos, é o organizador da “Avenida Literária”, um projeto que tem como objetivo promover a leitura da população através da disponibilização de livros em estantes que montou em duas padarias, em um varejão e em um mercado do Jardim Flamboyant, na cidade de Campinas.
A iniciativa foi tomada logo depois de ver um projeto semelhante em Brasília, e então Walter, 53 anos, morador de Campinas há 41, iniciou sua empreitada no dia 11 de abril deste ano, a qual batizou de “Avenida Literária”. A ideia é de que as pessoas peguem seus livros para ler, sem data para devolução e sem controle algum, apenas baseado na confiança de que elas irão devolvê-los. Os títulos contém apenas um carimbo que diz: “leve, leia e devolva”. Walter acredita que as pessoas precisam ser motivadas a ler. “Elas precisam ter alguém que facilite o acesso à leitura, para que elas não precisem ir atrás. A literatura tem que estar ao alcance da população”, enfatiza.
O projeto começou com apenas 70 títulos e hoje Walter já possui cerca de 3000 livros em sua estante, todos conseguidos por meio de doação. Desses quase 3000, mais de 1200 estão nas ruas sendo lidos pela população. “As pessoas ficam sensibilizadas com o projeto. É ótimo porque os livros estão nas mãos delas, sem controle nenhum e com fácil acesso. "Tá" ali na rua”. O projeto recebe todos os gêneros de títulos: contos, romances, clássicos, literatura infantil e juvenil. Mas Walter tem maior dificuldade em receber e manter livros infantis, já que as pessoas costumam não devolvê-los. Já os livros que não seguem a linha do projeto são direcionados à uma biblioteca do Taquaral, e então, eles fornecem outros livros em troca.
Outra dificuldade do projeto é a recuperação de livros, já que alguns não se encontram em bom estado de conservação e precisam ser recuperados. Mas para que isso ocorra, Walter precisa do apoio de uma instituição para conseguir recursos.
Um dos objetivos futuros de Walter é conseguir aumentar ainda mais o projeto, levando-o para outras regiões do bairro. Além disso, ele espera conseguir montar uma biblioteca fixa, com todos os gêneros de livros.
Walter acredita que os livros deveriam ser gratuitos, por isso não estabelece controle nenhum sobre os seus títulos, para que as pessoas tenham livre acesso a eles. Mas quer que elas entendam que precisam devolvê-los, para que outros possam ler.
Para quem quiser conferir o projeto ou ainda doar livros, as estantes se encontram na Padaria Abelha Gulosa, na Padaria Flamboyant, no Varejão do Sítio e no Mercadinho do André. Todas no Jardim Flamboyant. Para mais informações, o contato de Walter é watex@uol.com.br.