segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Brasileiros consomem mais do que o dobro de água recomendado pela ONU

Por Ana Carolina Baldin
Do Jornalismo em Posts

O Brasil é recordista em consumo de água, mostram os números levantados pela Organização Mundial de Saúde durante o início do ano. A situação é alarmante, pois o volume gasto pelos brasileiros é maior que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU), que está fixado em 110 litros/dia per capita.
Em Campinas o consumo médio é de 200 litros/dia por pessoa e, para diminuí-lo a SANASA (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) atua no sentido de conscientizar a população, através de folders e cartilhas que explicam e ensinam como utilizar o produto com racionalidade.
A conscientização é um processo demorado. Moradores que desperdiçam são denunciados à SANASA, geralmente por seus vizinhos, o cliente recebe os folhetos e uma equipe é incumbida de conversar e orientar sobre o uso adequado e as conseqüências que estas atitudes podem causar ao meio ambiente.
Segundo Wagner Júlio Rodrigues, que é responsável por abastecimento de água da SANASA, a utilização de folders e cartilhas funciona, mas precisa ser um trabalho de continuidade para atingir o objetivo.
Para quem desperdiça água ainda não é aplicada a multa: “O que existe é um projeto para esta lei ser aprovada, mas por enquanto ela ainda não vigora. A SANASA conseguiu há quatro anos, no período de estiagem, uma liminar para multar os infratores. Esta medida também não vigorou, pois causou muita polemica e foi suspendida desde então”, comenta Wagner.
Para cada novo empreendimento como, por exemplo, um edifício, condomínio, ou um novo bairro a SANASA deve projetar adutoras, reservatórios e oferta de água. Este trabalho é baseado em um consumo médio, por pessoa, de 200 litros ao dia, para que as novas instalações tenham condições de atender a demanda que será gerada.
O consumo da cidade de Campinas gira em torno de 800 milhões de litros (8 milhões de metros cúbicos, considerando que cada metro cúbico equivale a mil litros). Além do consumo inconsciente, ainda existem as perdas das empresas que fazem o tratamento a distribuição de água para a população. Esta perda é representada por uma porcentagem que contabiliza todo e qualquer tipo de perda, medidas desde a captação de água até a distribuição nas residências. Este número é extraída do volume captado no rio, versos o volume entregue e medido nas residências, e a da SANASA hoje é de aproximadamente 20%.
Segundo Wagner, a porcentagem de perda da SANASA é uma das mais baixas do Brasil e ainda assim existe a atuação bastante empenhada de um setor próprio da empresa, no sentido de se obter uma redução continua deste índice.
Para reduzir o desperdício nas casas, podemos adotar medidas simples como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa. Também se deve usar pouca água e muito sabão e bucha ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.
Para denunciar um morador à SANASA é simples, basta entrar em contato através do telefone: 0800 7721 195. As denuncias podem ser anônimas e a ligação é gratuita.

sábado, 21 de novembro de 2009

Limeira realiza VII Exposição Nacional de Orquídeas

Érika Valente
Do Jornalismo em Posts



Entre os dias 13 e 15 de novembro Limeira recebeu a VII Exposição Nacional de Orquídeas realizada pela Associação Orquidófila de Limeira (AOL) em parceria com a Secretaria de Turismo e Eventos da cidade.

Segundo o coordenador do evento e presidente da AOL Evandro Henrique Schinor, a exposição que ocorreu no Centro Municipal de Eventos obteve um público de aproximadamente 8000 pessoas durante os três dias de visitação. Ao todo foram 293 expositores de 39 estados e cerca de 1800 tipos diferentes de plantas de todo país.


Érika Valente / PUC - Campinas
















Uma das orquídeas premiadas no evento

Gilmar Juliak, orquidófilo morador da cidade de São Carlos, expõe suas flores há cinco anos em Limeira e conta que o que mais lhe atrai no cultivo das orquídeas é, além da beleza, “a maneira com que ela se perpetua na natureza”. As orquídeas têm modos atípicos de se apresentar no meio natural e são encontradas nos diversos ambientes, desde locais com temperaturas baixas até as regiões tropicais.


Érika Valente / PUC - Campinas

Gilmar Juliak, um dos 293 expositores

Com mais de 50 vasos em casa, a aposentada Adelaide Albrecht Simis afirma ser assídua nestes eventos, porém lamenta que, mesmo com um grande público interessado, haja pouca divulgação de projetos como este pelos veículos de comunicação, o que, segundo comenta, limita que mais pessoas conheçam e apreciem o trabalho.

Quanto à organização da exposição, Schinor, que também é engenheiro agrônomo, afirma que há uma preocupação com a questão do meio ambiente ao selecionar os participantes: “as plantas no evento são compradas e não retiradas da natureza”, enfatizou.

Além de expostas, algumas plantas também estavam sendo comercializadas no local com o valor inicial de cinco reais.

Eventos como este acontecem o ano todo no Brasil. Este final de semana, Campinas recebe a XII Exposição de Orquídeas no Instituto Cultural Nipobrasileiro, na rua Camargo Paes, 118, no bairro Guanabara. Os visitantes poderão conferir a exposição, adquirir flores e participar de cursos de cultivo básico das nove horas da manhã até as cinco horas da tarde, horário do encerramento. A entrada é franca.


Érika Valente / PUC - Campinas

Visitantes apreciam flores raras expostas no evento





Acompanhe no vídeo abaixo um trecho da entrevista com o coordenador do evento e presidente da AOL Evandro Schinor:

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Diabetes 2009 – Campinas atenta para uma doença silenciosa

Laís H. Russo
Jornalismo em Posts


O Dia Internacional da Diabetes celebrado no dia 14 de novembro contou com uma semana especial organizada pela Secretaria da Saúde de Campinas em parceria com a Unicamp, com apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes. Do dia 09 ao dia 14 de novembro foram realizadas atividades sobre a doença nos cinco pólos do Projeto VIVA MAIS: Taquaral, Parque das Águas (Região Sul), Praça de Esportes Tancredo Neves (Sudoeste), Centro Esportivo dos Trabalhadores Brasil de Oliveira (região Noroeste) e no Clube Municipal João Carlos de Oliveira (região Norte).

Foram oferecidas para a população palestras sobre a doença como prevenção e tratamento, orientação nutricional, exercícios físicos, oficinas de culinária diet, avaliação das bocas e dos pés e testes de glicemia. A coordenação do evento ficou por parte da Dra. Jane Márcia Emídio Dias, coordenadora da Saúde do Adulto, e ainda envolveu as Secretarias da Saúde, Educação e Cidadania através da Coordenadoria do Idoso.

Campinas ainda iluminou três pontos da cidade com a luz azul, escolhida para representar a doença pela International Diabetes Federation (IDF), assim como fizeram milhares de outras cidades no mundo. Os locais escolhidos na cidade foram: o Paço Municipal, a Torre do Balão do Castelo e a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. Mais de 150 pontos do país foram iluminados em azul.

A expectativa da PMC era de atingir mil idosos em todo o município, porem até o fechamento desta edição a prefeitura ainda não continha os dados do evento.

A Diabetes é uma doença que faz com que o pâncreas pare de produzir insulina, necessária para digestão do açúcar (glicemia) no organismo. A doença tem três tipos do mais grave, tipo I, que exige constante verificação dos valores glicêmicos, ao que apenas exige cuidados na alimentação e ingestão oral de medicamentos, tipo III, segundo a Dra. Jane.

O sociólogo Daniel Marinho Silva tem diabetes do tipo I desde os 18 anos, e hoje com 29, afirma que a medicina evoluiu muito para os diabéticos: “antigamente se usava seringas comuns para a aplicação de insulina e os medidores (de glicemia) são mais modernos, indolores.” E completa: “hoje já se pode ligar o medidor no computador, com resultados do mês todo e enviar para o médico fazer a leitura, por exemplo.”

Daniel conta que o alerta para a Diabetes é importante por ser uma doença a qual chama silenciosa: “tem gente que tem e não sabe, e é depois de 10 anos com ela que tem que se ter mais atenção pois temos tendência a ter outras doenças que demorariam mais tempo para aparecer em outras pessoas. Quando descobri que tinha estava na Bahia, de férias e sentia muita sede, fome e vontade de ir ao banheiro, porem achei normal como todo aquele calor. Ao chegar em Campinas fui ao médico que me pediu o exame.”


Ele diz ainda que a Diabetes não o impede de fazer nada, como coloca: “temos a rotina que todos deveriam ter: alimentação saudável, sem abuso de gordura e açúcar, prática de exercícios físicos regularmente e evitar bebidas alcoólicas.”


Segundo a Prefeitura Municipal de Campinas no dia 24 de novembro a Unicamp, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Secretaria Municipal de Saúde promovem o fórum de palestras sobre diabetes direcionado a profissionais de saúde. A atividade vai abordar os temas educação, novas técnicas e perspectiva para um futuro cada vez com menos diabetes.

Vídeo: Assista aosociólogo Daniel M. Silva demonstrar seu dia-a-dia com a Diabetes: medição da glicemia e aplicação de insulina sempre antes das refeições.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A moda é ser ecochique

Por Paola Faria
Do Jornalismo em Posts

Lilian Pacce, jornalista e crítica de moda brasileira, lançou em agosto desse ano o livro: “ Ecobags – Moda e sustentabilidade”, que alia moda e consciência ambiental, atenuando a importância da sustentabilidade e de como ela pode ser facilmente alcançada na moda. Lilian conta que a motivação para escrever sobre o tema é resultado de uma exposição que fez parte da campanha: “Eu não sou de plástico.

Ouça Lilian em entrevista falando sobre a exposição:

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Um primeiro movimento da campanha incluiu a criação de sacolas exclusivas por 110 estilistas de diversas partes do país, que resultou numa exposição no Porão das Artes da Bienal, no Parque Ibirapuera, com curadoria de Lilian Pacce e cenografia de Ivo Pons. O livro apresenta uma ficha técnica de cada bolsa, com fotos de diferentes modelos produzidos a partir de algodão, juta, plástico reciclado e até papel, entre outros materiais. Segundo Lilian, a adesão da campanha foi maior do que o esperado.Marcas como Alexandre Herchcovith, Ash, Blue Man, Carlos Miele, Huis Clos, Juliana Jabour, Mario Queiroz, Neon e Rosa Chá apresentaram seus modelos de bolsas ecologicamente corretas. "Um dos grandes valores do livro é mostrar que ecodesign não é artesanato. Ele tem moda agregada", contou a editora.

Lilian comenta sobre o assunto:

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A diversidade dos modelos é algo que chama atenção no livro, os estilistas das diversas grifes que participaram da exposição esbanjaram criatividade e inovação. “A cada modelo que chegava eu me surpreendia, ou pelo design, ou pelo material utilizado, a Cavalera, por exemplo, produziu uma bolsa de plástico reutilizado, a Ecko utilizou material de outdoor, com fibra natural, tivemos também o uso de couro vegetal, vários materiais bacanas”, conta Lilian.

As ecobags possuem grande vantagem em relação às famosas sacolinhas de plástico, elas são muito mais bonitas, pois como mostrado no livro é possível unir estilo e sustentabilidade, fato que está longe das sacolinhas, que agridem o meio ambiente em grande escala. No Brasil aproximadamente 9,7% de todo o lixo é composto por saquinhos plásticos, que entopem os bueiros e poluem os rios. Sua degradação no ambiente pode levar séculos. As ecobags são também muito mais resistentes, podem durar anos e serem ainda utilizáveis.


Além do lançamento do livro e organização da exposição, Lilian adotou medidas em sua vida particular “eu não uso mais sacolinhas de plástico, acho que todos devemos nos “reciclar”, mudar nossos hábitos negativos que degradam o meio ambiente”. A sustentabilidade luta para se incorporar na moda, agora é preciso que essa moda pegue! E não só entre os fashionistas e pessoas com poder aquisitivo elevado, mas em toda a sociedade. "Não é algo passageiro, é um tsunami. E quem não entrar vai se dar mal. É uma questão contemporânea.”


Esse é o primeiro passo para que mais produtos no mercado incorporem a consciência ambiental. “Temos que ser ecochiques, os valores variam muito, é possível estar na moda, gastar pouco e ser ecologicamente correto, ser ecobregas ou ecochatos jamais!” completa Lilian.

Veja fotos das bolsas publicadas no livro:

http://www.flickr.com/photos/41959026@N05/sets/72157622702371925/


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Grupo de estudantes de Campinas realiza caminhada ecológica em área de reflorestamento

Débora Palermo

para Jornalismo em Posts

Jovens de Campinas participaram dia 15 de Novembro às 8h da manhã, da Caminhada Ecológica. Foram seis km de percurso,que aliou saúde e cultura para os participantes que puderam conferir de perto uma área de reflorestamento de eucalipto. Em uma área próxima a cinco mil alqueires, localizado no distrito de Campinas, Sousas, a área de reflorestamento pertence a uma empresa Paulista de fabricação de papel.

Durante a caminhada os jovens puderam encontrar desde os eucaliptos plantados, eles cortados e as toras prontas para ser levadas. Na metade do caminho da caminhada foi encontrado as pequenas mudas sendo plantadas no solo já preparado. É um processo demorado, em média de sete anos para a muda virar árvore.

A caminhada é realizada a cada dois meses com grupos diferentes, em locais diferentes. O instrutor Edgard Silva de 32 anos, formado em Educação Física e atualmente cursando a faculdade de Turismo é o responsável pela organização e recrutamento dos jovens para a caminhada, “Meu objetivo é trazer saúde e conhecimento” diz Edgard. Valorizar a cultura através do esporte é o principal objetivo da Caminhada Ecológica. Em outras edições pode ser chamada de Caminhada cultural, com outros temas, a penúltima realizada em Agosto desse ano mostrou os principais pontos turísticos de Campinas, com 24 jovens da região do Ouro Verde, o tema base foi Carlos Gomes. O projeto foi uma realização de um sonho, que ainda esta em crescimento, ele deseja dar continuidade em outras cidades da Região Metropolitana de Campinas. “ Pesquiso os pontos turísticos, museus, e faço uma rota, analiso o solo, e o clima do dia” diz Edgard. O projeto tem 4 anos, e começou com uma caminhada em família no Parque Ecologico, localizado em Sousas também.

Os participantes gostaram de participar pelo cunho cultural, e esportivo da Caminhada, “Pode não parecer, mas caminhar é uma atividade física muito eficiente, emagrece, combate a osteoporose e resulta em bem-estar psicológico, melhora o condicionamento físico entre outros, juntando essa agradável atividade física com a possibilidade de conhecer melhor nossa cidade, torna-se mais agradável nossa caminhada.” Diz Anali Rocha, 32 anos.

Com a correria do dia a dia “escapar” para uma atividade como essa atrai muitas pessoas, “Quando somos jovens esquecemos de nos exercitar, ficarmos pensando nas provas, e as aulas, não temos tempo para mais nada,e quando aparece uma oportunidade como essa que foge do padrão normal de esportes, ficamos atraídos e arranjamos tempo” Explica Carlos Eduardo Shuartz.

A próxima edição será em Janeiro, com o tema “ reciclagem”, visitando alguns centros de reciclagem, os participantes interessados devem enviar um email para: edgardsilva@hotmail.com

video

Sumaré recebe novas estações de tratamento de água

Eduardo Costa

do Jornalismo em Posts

Foram entregues na manhã da última sexta-fera, 13 de novembro, na Estação de Tratamento de Água de Hortolândia, as novas estações de tratamento compactas da cidade de Sumaré, Região Metropolitana de Campinas, que fazem parte do convênio com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) que prevê para o município a complementação do abastecimento de toda a cidade, com contrato de 5 anos de duração.

Segundo o site da prefeitura municipal, a previsão é que até o final do ano a Sabesp, que até então não operava na cidade, disponibilize mais de 130 mil m3 de água por mês, e após 13 meses, o volume passará a ter 260 mil m3 mensais. O DAE (Departamento de Água e Esgoto), órgão responsável pela prestação de serviços de saneamento na cidade, será encarregada por toda a distribuição deste volume de água à população.

A entrega foi feita pelo prefeito da cidade, José Antonio Bacchim(PT), junto ao presidente do DAE Luiz Eduardo Almança, pelo superintendente da Sabesp Mário Eduardo Pardini Affonseca e pelo diretor de sistemas regionais da Sabesp Umberto Cidade Semeghami. O diretor do DAE, Luiz Eduardo Almança, comemorou esta parceria “A Sabesp ajudará a abastecer, em curto espaço de tempo, toda a população. Teremos 100% da população atendida com água tratada” afirmou.



Adriano Fernandes, morador do Jardim Denadai, umas das áreas mais atingidas pela falta de água, ficou satisfeito com esta medida da prefeitura, mas com os pés nos chão “Estamos praticamente acostumados com este problema, parece até uma regra aqui em Sumaré, pelo menos uma vez na semana tem que faltar água. Essa nova estação de tratamento poderá resolver uma grande parte do problema de Sumaré, mas ainda não acredito que serão 100%.” disse Adriano.


Bacchim, ciente dos problemas que a população da cidade enfrenta com a falta de água, frisou a importância desta medida “Estamos enfrentando o problema crônico de água e com as ações, que consiste na compra de água por atacado e ampliação do sistema de abastecimento, por meio das obras do Programa de Aceleração do Crescimento, esperamos aumentar o volume de água evitando assim o racionamento e disponibilizando água 24 horas para toda a população”.


A Sabesp, responsável pela operação dos sistemas de mais 12 municípios, incluindo Paulínia, Hortolândia e Monte Mor, investirá cerca de R$ 3,5 milhões até o final da obra em Sumaré.


Confira depoimento de um dos moradores dos bairros que frequentemente enfretam problemas com a falta de água:



25 de novembro, Dia Nacional do Doador Voluntário de sangue

Aline Borges
Do jornalismo em posts

Dia 25 de novembro é o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. A data foi criada em 1964, por um decreto promulgado pelo presidente Castello Branco, com o objetivo de valorizar a doação voluntária, é um ato simples e salva muitas vidas.

Bancos de sangue e hemocentros de todo o país preparam atividades para lembrar este 25 de novembro. Os médicos asseguram que a prática que salva vidas é livre de riscos para o benfeitor. E os doadores garantem: ajudar os outros faz bem para você.

“Doamos sangue porque alguém precisa. Pela facilidade e segurança com a qual pode ser retirado e pelo benefício que traz a quem irá receber”, afirma a psicóloga Vera Lúcia Oliveira.

Doar sangue é rápido, fácil e sem riscos. Uma doação normal dura cerca de 20 a 30 minutos e é praticamente indolor. No máximo, a pessoa sente um mal estar, causado pela queda na pressão arterial. Para evitar o problema, o médico Walter Cardoso recomenda ficar um tempo deitado após a doação, não levantar rápido, beber bastante líquido e, principalmente, se alimentar bem antes.

“Existe um mito que diz que é preciso ficar em jejum para doar sangue. Isso é errado. É exatamente o contrário. A pessoa não apenas pode, ela deve comer”, afirmou Cardoso.

O doador

Para doar, é preciso ter de 18 a 65 anos e peso acima de 50 kg. Homens podem fazer doações de três em três meses. Mulheres, por causa da perda mensal de sangue menstrual, de quatro em quatro meses. Segundo Cardoso, é esse o tempo médio que o organismo demora para repor os cerca de 500 ml que são doados.

Antes da coleta, o doador precisa passar por uma entrevista. Ali, um médico vai fazer uma avaliação física e perguntar sobre hábitos, doenças e medicamentos que estão sendo tomados para decidir se a pessoa pode doar sangue. A doação pode ser negada se houver sinais de gripe, infecções ou hipertensão, se a pessoa tiver passado por uma cirurgia a menos de 30 dias, se tiver feito piercing ou tatuagem a menos de um ano ou se estiver tomando algum remédio específico.

O estudante de engenharia, João Henrique Pereira, de 22 anos, faz questão de doar sangue sempre que possível. “A importância surge da necessidade de salvar vidas, de aliviar o desespero, a angústia e a tristeza de uma família”, conta. A primeira vez foi em 2005.

Marília Versosa, de 26 anos, da um conselho “Para quem tem medo, é só procurar ficar tranqüilo e tentar não olhar na hora da agulhada. Há muitas pessoas enfermas que precisam. É um gesto simples e não dói”, garante a estudante.

Locais para a doação de sangue na região de Campinas:
-
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp (Hemocentro)

18/11/2009 - Campinas - Largo do Rosário

Largo do Rosário - Praça Visconde de Indaiatuba - Centro - Horário das 08:00 às 12:00.

18/11/2009 - Águas de Lindóia

Salão Paroquial - Praça Idalina Abreu Sodré, s/n - Centro - Das 09:00 às 12:00 horas.

19/11/2009 - Serra Negra

Centro Espírita Joana Darc - Rua Allan Kardec, 53 Centro - Das 09:00 às 12:00 horas.

19/11/2009 - Campinas - Regatas

Regatas - Av.Cel.Silva,462 - Cambui - Das 08:00 às 12:00 Horas.

28/11/2009 - Indaiatuba

FIEC – Eng. Fábio Barnabé - das 09:00 às 12:00 Horas

Atenção no dia 19 de dezembro, sábado, será o último dia para doação de sangue de 2009. Fique atento e não deixe essa data passar.